Mitos e verdades sobre a dor lombar - Dr. Guilherme Meyer

Mitos e verdades sobre a dor lombar

dor-costas

Mais de 80% da população apresentará pelos menos um episódio de dor lombar na vida; esclareça todas as suas dúvidas sobre o assunto

A dor lombar é uma das reclamações mais frequentes nos consultórios médicos. De acordo com a Organização Mundial da Saúde, mais de 80% das pessoas sentirão dores nessa região das costas em algum momento da vida.

Mas, embora seja algo tão frequente, existem diversas dúvidas e mitos ao redor do assunto, que contribuem para a propagação de informações errôneas, dificultando o tratamento e até mesmo a prevenção do quadro.

Confira a seguir alguns mitos e verdades sobre a lombalgia:

– A lombalgia é uma doença.

Mito. A lombalgia não representa uma doença, mas sim um tipo de dor que afeta a coluna lombar e que pode ser passageira ou crônica. Cerca de 90% dos casos não estão relacionados a nenhuma patologia e geralmente se resolvem sozinhos em menos de seis semanas. Apenas 10% das dores lombares podem ter relações com doenças da coluna.

Entre os principais fatores de risco da lombalgia estão excesso de peso, envelhecimento, tabagismo, sedentarismo, estresse, posturas inadequadas e atividades laborais que envolvem movimentos de torção e carregamento peso.

– Dor na região mais baixa da coluna é o único sintoma da lombalgia.

Mito. Embora a principal característica desse problema seja a dor na coluna lombar, a lombalgia pode provocar dores que irradiam para a região das nádegas e face posterior das coxas.

– Alguns problemas de saúde podem provocar dores nas costas.

Verdade. Existem algumas condições de saúde que podem provocar sintomas semelhantes aos da lombalgia, como cálculos renais e na vesícula, infecções da bexiga, endometriose, câncer de ovário, torção testicular, entre outras. Por isso, é importante passar uma avaliação médica.

Ficar muito tempo sentado na frente do computador pode causar dores lombares.

Verdade. Quem não segue corretamente as recomendações de ergonomia poderá apresentar dores nas costas, que podem se desencadear tanto na lombar quanto na cervical. O ideal é sempre manter a postura ereta; a coluna lombar próxima do encosto da cadeira; os pés apoiados em um suporte; e posicionar o monitor na altura dos olhos. Além disso, os braços e antebraços devem formar um ângulo de 90º.

Usar salto alto provoca dores nas costas.

Verdade. Saltos com mais de 4 cm geram tensão na coluna, que acaba se forçando para trás para manter o equilíbrio. Em contrapartida, sapatos sem nenhum salto ou sistema de amortecimento, como as sapatilhas, também podem ser prejudiciais, pois aumentam o impacto ao caminhar, tensionando a coluna e outras estruturas, como quadril, joelhos e tornozelos. O ideal é sempre buscar calçados com saltos de 2 a 3 cm, assim como os tênis.

Carregar mochila e bolsa pesada pode causar lombalgia.

Verdade. O recomendado é não carregar mais que 10% do seu próprio peso.

Colchão duro ajuda a evitar dores nas costas.

Mito. Não existe um colchão ideal para a prevenção de dores nas costas. Inclusive, entre aqueles que são ditos “ortopédicos” não existem comprovações científicas de que são melhores para a coluna do que os convencionais. O que se costuma indicar é um produto que tenha espuma firme, mas que, acima de tudo, seja confortável.

Praticar exercícios físicos pode prevenir a lombalgia.

Verdade. As atividades físicas são muito importantes para a prevenção de dores nas costas, pois contribuem para o fortalecimento e flexibilidade da musculatura da coluna. Vale lembrar que durante o quadro de dor é essencial fazer uma pausa nos exercícios. Além disso, atividades que envolvem torções e flexões excessivas, bem como as que são de alto impacto devem ser evitadas.

Ao apresentar sintomas de lombalgia, o mais indicado é procurar um ortopedista.

Verdade. Somente um profissional poderá fazer uma avaliação completa do paciente, descartando a possibilidade de o problema estar relacionado a alguma patologia, e indicar a conduta terapêutica mais adequada.

Saiba mais sobre prevenção de dores na coluna.